Guia
Como ler os dados do IBGE sobre nomes
Os números deste site vêm do Censo Demográfico 2022 do IBGE: contam as pessoas que moravam no Brasil na data de referência do censo, 1º de agosto de 2022, pela primeira palavra do nome e pela década em que nasceram. Não são contagens de bebês registrados a cada ano.
Em resumo
- Pessoas vivas em 2022: O censo conta quem morava no país em 1º de agosto de 2022, não os nascimentos de cada ano.
- Primeira palavra: Só o primeiro nome entra na contagem: Maria Eduarda conta como Maria.
- Década de nascimento: O gráfico vai de “antes de 1940” até 2020–2022.
- Dado não divulgado não é zero: O IBGE não publica contagens abaixo de 20 no Brasil, 15 num estado e 10 num município, inclusive por década.
- Estados: “Proporcionalmente mais comum” compara com a população de cada estado, não com números absolutos.
- Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, por meio de uma compilação aberta da API pública do IBGE.
De onde vêm os números
O IBGE publicou os nomes e sobrenomes do Censo 2022 na ferramenta Nomes no Brasil, com uma Nota Técnica (01/2025, datada de 4 de novembro de 2025) que explica o método. A base é a lista de moradores de cada domicílio em 1º de agosto de 2022, a data de referência do censo, e abrange as 27 Unidades da Federação e os 5.570 municípios: 203 milhões de pessoas em 90,7 milhões de domicílios. Entram os moradores que, nessa data, estavam presentes ou ausentes por no máximo 12 meses. Os números deste site foram tirados da compilação IBGE Nomes no Brasil 2022, feita por Gabriel Lobo a partir da API pública que alimenta a ferramenta do IBGE e publicada sob a licença CC BY 4.0. Segundo a própria compilação, nenhum dado foi inferido ou acrescentado de fontes externas: os nomes estão sem acentos, seguindo o padrão da fonte. Agradecemos a esse trabalho, que tornou os dados utilizáveis em lote.
Como o nome foi coletado e contado
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1. Coleta
O recenseador anotou no campo “nome” o primeiro nome ou o nome composto de cada morador e, no campo “sobrenome”, os demais sobrenomes.
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2. Limpeza
Foram excluídas palavras de uma letra, palavras de duas letras iguais e os conectivos “da”, “das”, “de”, “des”, “do”, “dos”, “di”, “dis”, “du” e “dus”.
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3. Primeiro nome
O primeiro nome foi separado no primeiro espaço em branco, e só ele foi considerado na divulgação.
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4. Grafia
Cada grafia foi contada como anotada (Luis e Luiz são linhas diferentes), sem acentos, til ou cedilha.
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5. Sexo
O sexo reflete apenas a informação declarada no momento da entrevista.
O que cada número da página quer dizer
- Total: Quantas pessoas registradas no Censo 2022 tinham aquela grafia como primeira palavra do nome. Para Maria, são 12.284.478.
- Gráfico por década: Cada barra mostra as pessoas vivas em 2022 que nasceram naquela década. A primeira barra, “antes de 1940”, junta todas as pessoas nascidas antes de 1940. A última, 2020–2022, cobre só pouco mais de dois anos e meio, até a data do censo.
- Sexo: Quantas dessas pessoas foram declaradas do sexo feminino e do masculino. Um campo vazio significa dado não divulgado, não zero.
- Idade mediana: Metade das pessoas com o nome é mais nova e metade é mais velha que essa idade. Para Kauã, a idade mediana é de 13 anos; para José, de 53.
- Estados: A parte da população de cada estado que tem o nome. Por isso a página diz em que estado o nome é “proporcionalmente mais comum”.
- Censo 2010: O total de 2010 aparece só para comparação.
Gerações, não nascimentos
O censo é uma fotografia da população num dia. As barras do gráfico mostram quantas pessoas nascidas em cada década ainda estavam vivas e morando no país em 2022. Por isso, as barras mais antigas tendem a ser menores mesmo para nomes que foram muito comuns na época. O gráfico mostra bem em que gerações um nome está concentrado, mas não é uma série de quantos bebês receberam o nome em cada ano. Quem quer saber os nomes dados a recém-nascidos precisa olhar o registro civil. O Portal da Transparência do Registro Civil, publica os nomes mais comuns registrados no Brasil, por período, região e estado. São dados de outra natureza: contam nascimentos registrados nos cartórios, e não pessoas recenseadas.
Por que falta uma barra: o sigilo estatístico
O IBGE só apresenta um nome quando a frequência é de pelo menos 20 pessoas no Brasil. Num estado, a exigência é de pelo menos 15 pessoas com o mesmo nome; num município, de pelo menos 10. Os mesmos filtros valem para cada década. Quando uma contagem fica abaixo do limite, ela simplesmente não é publicada. Por isso, a soma dos estados pode não bater com o total do Brasil, e a soma dos municípios pode não bater com o total de um estado. Um exemplo: Kauã não tem barras antes da década de 1970. Isso não quer dizer que ninguém nascido antes tenha esse nome; quer dizer que, se existiam, eram menos de 20 em cada década. Nas páginas, esses casos aparecem como “dado não divulgado”, nunca como zero.
“Proporcionalmente mais comum”
São Paulo é o estado mais populoso e, por isso, costuma ter o maior número absoluto de pessoas com quase qualquer nome. Para comparar estados, a página usa a parte da população de cada estado que tem o nome. O caso de Maria mostra a diferença: São Paulo tem 2.131.207 pessoas chamadas Maria, o maior número do país, mas, proporcionalmente, o nome é mais comum no Ceará, onde Maria é o primeiro nome de 12,634% da população, segundo o IBGE.
A comparação com 2010
As páginas mostram também o total de cada grafia no Censo Demográfico 2010, que contou as pessoas vivas em 2010. A Nota Técnica de 2022 avisa que podem existir diferenças entre os nomes coletados em 2010 e em 2022 por causa da forma de coleta: as variantes são contadas como foram anotadas, os acentos não são registrados e o sexo é o declarado na entrevista. Uma diferença entre os dois totais pode refletir isso, além das mudanças reais na população. A metodologia explica de onde vem cada conjunto de dados.
Perguntas frequentes
O censo diz quantos bebês receberam um nome em 2022?
Não. Ele conta as pessoas vivas em 2022, agrupadas pela década de nascimento. A barra 2020–2022 mostra as crianças nascidas nesse período e recenseadas em 2022. Nascimentos registrados por ano estão nos dados do registro civil.
Por que o meu nome não aparece?
O IBGE só divulga nomes com pelo menos 20 pessoas no Brasil. Também pode ser que o nome seja a segunda palavra de um nome composto, que o censo não conta, ou que esteja escrito com outra grafia.
O que significa “antes de 1940”?
É o grupo em que o IBGE reúne todas as pessoas nascidas antes de 1940. Ele não é dividido por década.
Um número em branco quer dizer zero?
Não. Quer dizer que a contagem ficou abaixo do limite de divulgação do IBGE (20 no Brasil, 15 por estado, 10 por município, inclusive em cada década).
Por que São Paulo não aparece como o estado do nome?
Porque a página compara proporções: a parte da população de cada estado que tem o nome. Em números absolutos, São Paulo lidera para quase todos os nomes por ser o estado mais populoso.
Posso usar esses dados?
Os dados são do IBGE. A compilação usada neste site está disponível sob a licença CC BY 4.0, que pede crédito ao autor da compilação e ao IBGE.
Fontes
- IBGE, Censo Demográfico 2022, Nota Técnica 01/2025: Nomes no Brasil · censo2022.ibge.gov.br
- IBGE Nomes no Brasil 2022, compilação de Gabriel Lobo (Hugging Face, CC BY 4.0) · huggingface.co
- Portal da Transparência do Registro Civil · transparencia.registrocivil.org.br
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